O primeiro dia da Oficina de Libras promovida pelo Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) foi marcado por aprendizado, interação e conscientização sobre a importância da comunicação inclusiva. Realizada na sala de aula Marcos Pontes, da Escola de Contas Alberto Veloso (Ecav), a capacitação reuniu servidores interessados em adquirir conhecimentos básicos da Língua Brasileira de Sinais e aprimorar o atendimento ao público com deficiência auditiva.
Durante a aula inaugural, os participantes tiveram contato com conteúdos introdutórios essenciais, como o alfabeto manual (datilologia), saudações e expressões cotidianas. Também aprenderam palavras e frases simples que permitem iniciar diálogos com pessoas surdas, promovendo um primeiro nível de comunicação acessível no ambiente institucional.
Direitos - A facilitadora da oficina, a intérprete de Libras Leilane Monteiro, destacou que a iniciativa vai além de uma capacitação técnica, sendo um passo importante rumo à garantia de direitos. “Acessibilidade é direito de todos e isso inclui a comunicação. É essencial que as pessoas surdas encontrem em todos os órgãos públicos profissionais capazes de compreender suas demandas”, afirmou.
Segundo Leilane, o curso oferece um primeiro contato com a Libras, mas ela reforça a necessidade de continuidade nos estudos. “Nesta oficina, os servidores do TCE-PA estão tendo um primeiro contato com a Língua Brasileira de Sinais para, pelo menos, garantir que os surdos serão recepcionados, mas esse é só o começo. O estudo de Libras deve ser contínuo e aprofundado”, ressaltou.
Com atividades práticas e simulações de atendimento, a programação busca proporcionar experiências reais de comunicação, fortalecendo o aprendizado e preparando os participantes para lidar com situações do cotidiano institucional. A expectativa é de que novas turmas sejam ofertadas, ampliando o alcance da iniciativa e consolidando a cultura de inclusão no órgão.





