No Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA), a equidade de gênero em posições de liderança se destaca no cenário brasileiro. Segundo a Secretaria de Gestão de Pessoas (SEGEP), das 34 funções de chefia da alta gestão, 17 são ocupadas por mulheres, o que representa 50% de paridade entre homens e mulheres.
O comando de secretarias e coordenação é majoritariamente feminino. O percentual que compõe o quadro funcional total do Tribunal: são 350 mulheres (43,97%) e 446 homens (56,03%).
Em comparação, no Brasil a presença de mulheres em cargos de chefia continua abaixo da proporcionalidade da população feminina — ainda que mais representativa que em décadas passadas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que embora as mulheres representem mais da metade dos trabalhadores brasileiros, elas ocupam cerca de 39,1% dos cargos de chefia no país (considerando setor público e privado juntos).
No caso específico da administração pública federal, estudos de dezembro de 2023 indicaram que aproximadamente 42% dos cargos e funções de direção e assessoramento são ocupados por mulheres, abaixo de uma igualdade plena, mas em processo de avanço.
Essa discrepância ganha contexto quando comparada à proporção geral de mulheres na população brasileira, que é de pouco mais de 50%, e reforça que ainda há obstáculos no acesso a postos de liderança.
Equidade - Os desafios históricos e estruturais enfrentados por mulheres para avançar em carreiras gerenciais, contudo, não se refletem na Corte de Contas paraense, que adota política institucional que favorece a equidade de gênero. Além de promover justiça interna, tal equilíbrio inspira outras organizações a implementar práticas que valorizem o talento feminino e reforcem a importância social da inclusão das mulheres no mercado de trabalho em todas as esferas.



